Capitães

ÁTILA

Experiência e conquistas são as palavras que resumem o capitão Átila Duderstadt. No auge dos seus 49 anos, o atacante vai para a sua 20ª participação no campeonato do Clube de Pais. É tricampeão (2004, 2006 e 2018) e já esteve com a braçadeira de capitão em 10 oportunidades.

“Empenho, respeito, determinação, aplicação e, principalmente, organização no time. Sou bom nisso, modéstia à parte”. É com esta declaração que o advogado e torcedor do Coritiba prepara seus companheiros para a temporada de 2020.

Após tantas vezes usando a braçadeira de capitão e com sua experiência dentro de campo, Átila disse como está o coração para mais um ano de competição. “Com expectativa e tranquilidade, haja vista a experiência que obtive durante os anos de capitaneado”, complementou.

Com o tema do Campeonato Italiano Séria A, o capitão não esconde o apreço que tem pelo futebol tetracampeão do mundo. “Acompanho o calcio (futebol) desde as transmissões feitas por Zaccaro, o Italianíssimo, na TV Bandeirantes. Eram idos de 1983, tempos de Falcão e Cerezo na Roma. Assim cresceu uma paixão giallorossi (referência ao time da Roma) que perdura até hoje. Sei tudo da Roma”, finaliza, o saudoso capitão Átila.

BICO

Copa do Mundo de 2014, França campeã. Mas “pera lá”, não foi a Alemanha? No Clube de Pais não, quem levou a taça foram os “franceses” e um dos jogadores que comemorou naquele ano foi Marcos Bico. Envolvido desde 1995 nos campeonatos, o volante será capitão pela primeira vez.

Professor de educação física e paranista, o jogador de 50 anos encara a missão de ser um líder com muita naturalidade. “Acho que é um processo que todos deveriam passar para conhecer e vivenciar melhor o que é o Clube de Pais e o campeonato Marista”, comentou.

Mesmo sendo sua estreia com a braçadeira, o atleta esboçou qual deve ser sua postura no comando do time. “Uma pessoa com valores Maristas que respeita a individualidade de cada um, com responsabilidade de levar a equipe à vitória, extraindo o melhor de cada um, com orientações assertivas e colaborativas, aliadas a um sistema de jogo atual”, garantiu o volante.

Ao comentar sobre o tema de 2020, o reconhecimento pelo futebol italiano foi sua principal observação. “Gosto do futebol Italiano. É um Campeonato com boa técnica, força e bons jogos e atualmente tem feito a diferença no futebol mundial”, finalizou o mais novo capitão do Clube de Pais.

CELLES

O corretor de imóveis, Marcos Antonio Celles, chega em 2020 com a missão de ser capitão pela quarta vez em sua carreira no Clube de Pais. Aos 55 anos, o torcedor do Coritiba relembrará sua infância, quando acompanhava o Campeonato Italiano (tema de 2020) pela televisão aberta.

“Na minha adolescência era o único campeonato europeu que passava na TV aberta, então acompanho o calcio (futebol) desde cedo. Acho que os times do Italiano são muito importantes no cenário mundial e têm muita história para contar”, relembrou Celles. “Vai ser mais um grande campeonato”, projetou o lateral-direito.

Em relação ao comando que terá, o capitão quer proporcionar a todos os atletas a chance de entrarem em campo e também organizar bons encontros com o time. “Busco montar um time onde todos tenham as mesmas oportunidades e responsabilidades. Fazer muitos churrascos e começar novas amizades”, projetou Celles, que está desde 2011 em busca do título.

DI

História é o que não falta para o capitão Di, há 21 anos disputando o Clube de Pais. Conquistou o Campeonato Inglês, em 2005, e o Campeonato Mexicano, em 2009. O atacante, que se diz ser um “recém-descoberto camisa 10”, terá duas missões em 2020: ser capitão e goleador.

Esta será a sexta participação em que Di usará a braçadeira de capitão. “Um dos grandes desafios do capitão é equilibrar a motivação pela competição e proporcionar a diversão de todos em jogarem juntos e conviver com o próprio time e adversários”, comentou o coxa-branca.

Sobre sua expectativa para o Campeonato Italiano, o camisa 10 destaca o entretenimento e a união entre jogadores mais novos junto aos mais velhos. “O objetivo principal é a diversão, a confraternização, a união, a convivência com a piazada de 18 anos e com nossos velhinhos tipo Doriva e Jefico”, brincou Di.

“Em relação à competição é torcer para fazer boas escolhas, formar um grupo forte e equilibrado, classificar na primeira fase e ir para o mata-mata buscando algo mais”, concluiu Di.

GUILHERME

Destro por natureza, o meia Guilherme Oliveira não terá somente a responsabilidade de administrar as jogadas de ligação entre defesa e ataque. Em 2020, o recém-campeão da Supercopa das Estrelas vai usar pela primeira vez a braçadeira de capitão do Clube de Pais, na disputa do Campeonato Italiano.

Até agora, o engenheiro elétrico esteve presente em seis edições do Clube de Pais, tempo necessário para ter uma ideia de como atuar como um capitão. “Tem um papel importante, não somente dentro de campo, mas também fora, buscando as melhores opções táticas, analisando os pontos fortes e fracos das outras equipes e até mesmo um papel conciliador para manter a harmonia e a amizade do grupo ao longo de um ano inteiro”, comentou.

Durante sua vivência nos campeonatos do Clube de Pais, Guilherme aponta quatro capitães que quer se espelhar. “Du e Ernani, capitães sensatos, inteligentes taticamente, competitivos e grandes motivadores. Com um, fui vice-campeão e com outro, campeão”, relembrou. “De certa forma também me espelharei em outros dois capitães que tive. Mazur e Miguel, para saber o que não fazer”, brincou o meia.

JAIR

Jair José de Souza, empresário, 44 anos, coxa-branca, lateral-esquerdo e confiante, muito confiante para a temporada de 2020. Ao ser perguntado quantas vezes conquistou um campeonato no Clube de Pais respondeu “nenhuma”, mas na sequência foi convicto: “este ano será a primeira vez”!

O jogador, que atua na lateral esquerda e afirma ser ambidestro, garante que o espírito dentro de sua equipe será de amizade, mas também de muita seriedade. “Podem esperar muita dedicação, muito respeito, muitos churrascos e muita competitividade, sempre no espírito Marista”, projetou.

Inspirado em Jorge Jesus (técnico do Flamengo), Jair Jose define o que mais lhe agrada no técnico português. “Humildade, dedicação e competência”, afirmou o capitão, que está desde 2015 nos campos do Clube de Pais.

LÉO SÁ

Foi após terminar o Terceirão que Leonardo Santos de Sá Barreto entrou para disputar as competições do Clube de Pais. Sua primeira participação foi em 2004, na Copa Toyota Libertadores. Desde então foram 16 atuações, cinco delas com a responsabilidade de ser capitão. E, após toda essa trajetória, foi em 2019 que Leo Sá pôde soltar pela primeira vez o grito de “campeão”.

Antes mesmo de atuar nos gramados, Leo Sá já estava envolvido no Clube e ressalta a importância do papel dos capitães. “Participo do Clube de Pais há mais ou menos 30 anos, sei exatamente o quanto a diretoria precisa de nós capitães para o sucesso do campeonato”, reforçou o meia.

Aos 34 anos, o empresário e corintiano quer se inspirar no professor Ernani, companheiro de equipe no título da Supercopa das Estrelas. “Conduziu brilhantemente o grupo, respeitando a todos e criando um time extremamente competitivo o ano inteiro”, elogiou o meia.

Sobre o tema escolhido, Leo não escondeu a admiração que tem pelo futebol italiano. “Sou neto de italiana. Adoro os times da Itália e suas histórias. Estou muito empolgado com os uniformes, vão ficar fantásticos. Acho que acertamos em cheio na escolha do tema”, destacou o jogador.

MAZUR

Autointitulado como um jogador coringa, o capitão Augusto Mazur encara pela quinta vez o desafio de usar a braçadeira no Clube de Pais. O publicitário e athleticano soma 12 participações em seu currículo e segue na briga pelo primeiro título em sua carreira. “Esse ano, 2020”, cravou o atleta ao ser perguntado se alguma vez havia sido campeão.

Com sangue italiano por parte materna, Augusto deixou claro sua ligação com o país em formato de bota e que é o tema da competição de 2020. “Minha família por parte de mãe é italiana, minha esposa adora pizza e uma frase que eu adoro e os demais capitães já sabem é ‘segui il leader’”, brincou o coringa.

Ao seu futuro grupo, o que os jogadores podem esperar de seu capitão é um clima muito descontraído e amistoso. “Amizade sempre, depois muita resenha, churrascos e principalmente um grupo focado nos princípios Maristas, prevalecendo sempre a moralidade, ética e amizade com todos”, garantiu o ambidestro.

MURILO

Em 2012, Murilo Marcel Buffa Meira, professor de Educação Física, estreou no Clube de Pais na Champions League. Naquele ano, o zagueiro atuou pelo Milan e, após sete temporadas, quis o destino que o jogador voltasse a defender um time da Itália, mas desta vez com a responsabilidade da braçadeira de capitão.

Campeão em 2016 da Ligue 1 com o PSG, o defensor está ciente do compromisso de liderar a equipe. “É uma responsabilidade grande”, afirma. “Cabe a você quebrar a cabeça durante a semana inteira pensando quem vai começar jogando, qual o sistema, ter que encaixar com o jogo do adversário, controlar as faltas dos jogadores. Enfim, é um ano para se dedicar muito mais à equipe”, completou.

E para que sua liderança seja colocada em prática da melhor maneira, Murilo diz em quem busca se inspirar para ser um bom capitão. “Jogadores como Totti e Maldini que dedicaram a vida a um Clube só e eram respeitados pela liderança, história e seriedade, além de serem fora de série jogando”, destacou.

Esta será a nona participação no campeonato do Clube de Pais. Athleticano de coração, canhoto e com 32 anos vividos, Murilo deixou claro o que seus colegas podem esperar dele como capitão. “Um grupo unido dentro e fora de campo e um elenco forte em busca do título”, finalizou.

RAFINHA

A temporada de 2020 será de um novo desafio para Rafael Corrêa Monteiro Nunes. Em sua quarta participação no campeonato do Clube de Pais, o torcedor do Coritiba vai atuar pela primeira vez como capitão. Aos 37 anos, o meio-campista já foi vice-campeão e sabe o caminho para se percorrer até a final.

“É um novo desafio. O primeiro deles foi de fazer parte do Clube de Pais, depois me estabilizar, procurando participar do campeonato e trazendo os valores que meus pais e a vida me ensinaram, e agora vem o desafio de comandar uma equipe, que eu encaro com fé de formar um grupo de amigos campeões”, comentou Rafinha.

E para este primeiro desafio de usar a braçadeira de capitão, o coxa-branca quer buscar inspiração em alguém muito próximo a ele. “Meu pai me inspira como líder, ele foi meu professor de futebol, em muitos pontos divergimos e em outros concordamos. Ele me inspira, porque acaba tendo razão em muitas das coisas que ele fala”, revelou o meia.

DAL MOLIN

“É o campeonato certo para iniciar minha ‘carreira’ de capitão no Clube de Pais”, afirmou Ricardo Dal Molin, que pela primeira vez será capitão. Com 45 anos, o empresário participa pela quarta vez dos jogos do Clube de Pais. Esteve presente nas edições do Caipirão, Superliga Argentina e Supercopa das Estrelas.

“Meu maior objetivo é chegar ao término do campeonato e sentir que todos que jogaram comigo construíram por mim o mesmo respeito que tenho pelos capitães com os quais joguei no Clube de Pais”, destacou o torcedor athleticano, que quer viver muitos momentos de alegria junto a sua equipe.

Além do companheirismo e amizade que pretende formar com seu time, o volante também comentou sobre sua estratégia e em quem vai se inspirar para 2020. “Gosto muito do Sampaoli. Monta times ofensivos, vencedores, com futebol bonito e vistoso”, destacou o atleta, que já está planejando suas jogadas para a temporada.

RITZMANN

Em 2020, Carlos Alberto Costa Ritzmann voltará a ser capitão no Clube de Pais. Esta será a segunda vez em que o jogador terá a responsabilidade de usar a braçadeira. Ano passado, Ritzmann também foi capitão e alcançou o vice-campeonato da Supercopa das Estrelas, com o Betão e Os Cubanos.

Com 55 anos, o juiz de Direito, torcedor do Coritiba e atacante, comentou como encara mais uma vez o desafio de ser líder. “Com muita seriedade, diante da responsabilidade que temos perante tantos amigos e colegas no Clube de Pais, que também têm no futebol uma paixão”, afirmou. “Ao mesmo tempo, temos que encarar como um lazer, um hobby, uma oportunidade de estreitarmos laços de amizade e nos divertirmos”, complementou Ritzmann.

Aos seus futuros companheiros de equipe, Ritzmann foi claro sobre o que eles podem esperar. “Muito comprometimento, dedicação, compreensão e trabalho em busca do ‘caneco’”, garantiu o atacante.

VASQUES

Jürgen Klopp (Liverpool), Pep Guardiola (Manchester City) e Frank Lampard (Chelsea). É com essa base de ideias que Felipe Sant Anna Vasques quer adotar a sua quinta participação como capitão no Clube de Pais e 16ª como jogador. Campeão em 2008 com o Flamengo, o volante sabe muito bem o caminho, as estratégias e a dedicação que será necessária para a temporada.

“Ser capitão é muito gratificante”, destacou o atleta de 33 anos. “Podem esperar um capitão fazendo de tudo para ganhar este campeonato. Sou um cara bem flexível e o que tiver que ser feito dentro de campo para sermos vencedores, vamos fazer”, acrescentou.

Outra ligação forte entre o Clube de Pais e Vasques em 2020 foi a escolha do Campeonato Italiano como tema. “Fui do tempo que a Inter de Milão e o Milan faziam parte dos times que dominavam o futebol mundial, os melhores jogadores do mundo passavam por estes dois clubes”, relembrou o torcedor coxa-branca.

ZAMORANO

Número da camisa define o que os adversários podem esperar do capitão Alexandre Andre Rossi, mais conhecido como Zamorano. “9 raiz. Centroavante nato”, brincou o jogador. Empresário e torcedor do tricolor da Vila, o atacante soma 12 participações em campeonatos e será pela segunda vez dono da braçadeira.

Com 48 anos, o atleta não titubeia na hora de dizer sobre o potencial da equipe que vai montar e dos objetivos que pode alcançar. “Formar um grupo de amigos, que vão se divertir muito fazendo o que gostam, jogando bola. Montaremos um grupo forte e certamente difícil de ser batido”, garantiu Zamorano. “Estaremos no grupo das semifinais e teremos como alimento muita polenta e macarronada da mama”, disse o confiante paranista.

Sobre a missão de ser capitão, o atacante afirma que todo ambiente depende de suas decisões e pretende acertar em todas. “A responsabilidade de ser capitão, escolher os atletas, fazer com que gostem de vir todo final de semana, tenham vontade de ganhar e criar um grupo que passe um ano muito agradável, não é tarefa simples, mas boas escolhas tornam isto fácil”, destacou o jogador.