Notícias

22.06.16 | TRAC Comunicação

Coluna do Jean Claude

A explicação do inexplicável

Uma boa parte de vocês que joga no Marista, deve ter sido perguntado sobre o que esse campeonato tem de tão especial. Quando essa pergunta é dirigida a mim, respondo que vivemos nesse campeonato tudo o que vive um atleta profissional numa escala reduzida. Realizamos como crianças grandes que somos, o sonho de jogar “de verdade”.

Temos árbitros que tem, já tiveram ou desejam ter vínculos com a Federação Paranaense de Futebol. O nosso Tribunal de Justiça Desportiva tem pessoas que já julgaram questões do futebol profissional. Há jogando entre nós, ex-atletas que foram profissionais e ganharam títulos no “profi”. Jogamos em dois tempos de 45 minutos e ainda temos um “draft” que parece o da NBA, que nos ajuda a equilibra o campeonato. Completando tudo isso, temos as festas de premiação e os eventos legais que são organizados pelo Clube de Pais.

Tudo isso só aumenta a responsabilidade dos capitães. É deles a complicada missão de criar esquemas táticos durante a semana, para decidir a melhor maneira de armar seus times para os confrontos. Investigações sobre quem joga ou não joga, especulações sobre quem está com contusões, a busca pelos pontos fracos do adversário, quem começa ou termina o jogo, tudo isso acaba fazendo parte da rotina de pelo menos doze caras durante a semana. Os capitães fazem as suas ilações de forma solitária ou compartilhada. Alguns montam comissões técnicas que trocam informações em subgrupos do whatszap, longe dos olhos e ouvidos dos demais jogadores da equipe que, claro, sabem da existência dessas “comissões técnicas”.

E nesse quadro, acabam se revelando líderes capazes de apresentar características pessoais que levam uma equipe ao sucesso, ou no espelho reverso, ao desastre completo. Times que são consensualmente excepcionais mergulham no fracasso, sem que ninguém compreenda exatamente o porquê do “caos”. E o contrário também ocorre. O imponderável parecer estar ali, sobre as cabeças de todos na equipe e nada dá certo. Qualquer dia desses veremos um capitão de um desses times, em busca de um sapo enterrado no gramado. Eu acho que encontra. Alguém dúvida?

Mas o futebol é mágico! Há sempre o dia em que um personagem improvável, tem seu dia de glória e consagração no Marista. O dia em que o “kit” vira cidadão normal e o cara do grupo 15 deixa sua marca na história.

Há também o fenômeno mais recente das irmandades que mesmo depois de perderem o vínculo de jogarem no mesmo time, continuam se reunindo. França, Uruguai, LA e Colômbia são bons exemplos disso. Onde está o segredo? Em outros times a química simplesmente não aconteceu.

Por tudo isso, nos dias chuvosos que antecedem o final de semana, tenho certeza de que todos que vão estar em campo no sábado ou domingo, viram quase sócios dos sites de previsão do tempo. Vai ter? Não vai ter? Como está o campo? Alguém no Marista? Mandem fotos!

Portanto, acaba aqui a minha tentativa de explicar o que não tem explicação. E já estou de olho nos sites de previsão do tempo. Acho que vou ligar para o meu capitão.

« Voltar para Notícias
Deixe seu Comentário