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31.08.16 | TRAC Comunicação

Coluna do Kiko

2016, o ano do improvável no futebol

Peço desculpas aos leitores, a coluna já estava escrita e arquivada para publicação no encerramento do Campeonato, mas em função da escala de publicações tive que antecipar sua divulgação. De qualquer forma, terá seu conteúdo confirmado no tempo certo.

Campeonato Inglês 2015/2016

O Leicester, clube fundado em 1884 e admitido na Premier League em 1894, cuja posição mais alta até então havia sido um vice-campeonato em 1929, que desde sua fundação foi rebaixado ou subiu de divisão 22 vezes, foi campeão da temporada, contrariando a todos os prognósticos. No começo da temporada, a cotação do título do Leicester nas casas de apostas estava 5000/1. Três meses depois, com o Leicester já no topo da tabela, ainda era 1000/1.

Olimpíadas 2016

O Brasil conquista pela primeira vez um título olímpico de futebol, mesmo não sendo representado por sua melhor geração de craques e com um início de torneio onde não apresentou um bom futebol. Foram necessários 64 anos desde a primeira disputa do futebol nos jogos olímpicos para alcançar esse título, que veio em um momento onde nosso País não é um protagonista mas um coadjuvante no futebol mundial. E mais, a conquista se deu sobre a equipe da Alemanha, que havia derrotado o Brasil por 7 x 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O ouro foi conquistado nos pênaltis, após o empate por 1 a 1 nos 120 minutos de duração da partida. O título veio na quinta cobrança convertida pelo Brasil, após o goleiro Weverton ter defendido o quarto pênalti cobrado pelo jogador alemão.

Clube de Pais do Colégio Marista Paranaense 2016

A equipe do Nice, que liderou a competição por praticamente todo o segundo turno entrou em campo para a decisão da Ligue 1 para enfrentar o virtual “azarão” Saint-Etiénne, que desde o início do campeonato teve sua classificação para a fase final questionada pelos mais experientes analistas. Jogo truncado desde seu início, com cara de final. 40 minutos do segundo tempo e jogo ainda indefinido, mas nem por isso sem fortes emoções em seu transcorrer. Jogadas de efeito dos craques Leleco e Diego Elias, cobranças de faltas com direito a bolas na trave de Trevisan e Vasques, a habitual garra de Saldanha e Carlos Alberto, jogadas de força de Joma e Iéio, a consistência de Falavinha e Junior Sonosul, o maestro Léo Sá comandando as ações de sua equipe na lateral do gramado, todos os ingredientes para uma explosão de gols mas o zero a zero persistia no placar. Na cabeça dos jogadores dos dois times a vontade de decidir no tempo regulamentar, o campeonato foi bastante desgastante e mesmo craques do nível de Magrinho e Matheus Singer sentiam as pernas pesadas e não tinham certeza se resistiriam a uma eventual prorrogação. O sol escaldante, a temperatura de 32ºC e a torcida empurrando os dois times contribuiam para aquecer o clima dentro de campo. Quando tudo parecia caminhar para o empate no tempo regulamentar, a equipe do Nice tentou um último lance, roubada de bola no meio de campo, abertura na direita para Galán que foi até a linha de fundo e tocou para trás buscando a entrada de Matheus Singer, que estava livre na entrada da área e com a bola do jogo. Matheus chutou de primeira e a bola passou pelo bom goleiro Luiz Gustavo, mas encontrou o travessão. No rebote, Parazinho recuperou a posse de bola e viu o centroavante Di posicionado junto à zaga do Nice, de costas para a área. Saiu o tão esperado lançamento de 50 metros exatamente no peito do atacante, que dominou com maestria, fez o giro sobre Falavinha e encarou a cobertura de Mauri, que tentou desesperadamente evitar o que seria a perda do campeonato para o Nice, pois a partida já estava nos acréscimos. Di balançou o corpo para a esquerda e puxou a bola para a direita, deixando seu marcador no chão, e bateu cruzado no ângulo, sem defesa para o goleiro. O árbitro apitou o final da partida, a torcida invadiu o gramado. Saldanha chorou por mais um vice-campeonato em sua carreira. O pessoal da curva tentou entender onde errou em suas previsões, mas se rendeu, como todos, ao belo futebol do Saint-Etiénne.

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