Notícias

15.06.16 | TRAC Comunicação

Coluna do Pelúcio

Fala galera!

Primeiramente, gostaria de agradecer a oportunidade de fazer parte desse timaço de colunistas, da qual tentarei honrar com histórias e causos do nosso querido Clube de Pais.

E convenhamos, nada mais oportuno que uma coluna do Pelúcio na semana mais fria do ano! O homem da pelagem mais robusta do nosso clube, que poderia jogar até na Patagonia Argentina apenas de calção térmico branco colado ao corpo (Há um certo capitão que ficou impressionado com essa cena no vestiário, porém não revelarei seu nome…)

Mas vamos ao que interessa! Após minha fatídica partida contra o Olympique de Marseille, em que tive constatada uma ruptura total do tendão patelar do joelho direito (diga-se de passagem, coisa que só ocorre com craques, como Ronaldo Fenômeno e André Pelúcio), fiquei pensando nos últimos dias, entre dores, sessões de fisioterapia e mais dores, qual o sentido do futebol na minha vida, mais especialmente o Clube de Pais.

Lembrei que, em 1995, acompanhei meu pai para fazer sua inscrição na então sede do clube, um vestiário acanhado ao lado das antigas quadras descobertas, hoje reformada e cobertas. Lembrei de quantos sábados fui jogar bola no colégio com amigos e, mesmo sendo um dos últimos a ser escolhido para os times (como sempre até hoje), o quanto me divertia e esquecia de ver a hora passar.

Dali em diante, passou a ser um ritual: colocava o melhor uniforme (o que a mãe deixava usar, no caso), muitas vezes a camisa surrada de anos anteriores do time do pai, e ia para o colégio desfilar meu futebol veloz e hábil, já conhecido por todos. Tive a honra de usar camisas de vários times, sendo que os do Verdi Kawasaki e Rio Branco de Paranaguá eram as que eu mais curtia de usar, pois eram dos melhores times que meu velho tinha jogado até então (acho que os melhores que ele jogou até hoje, diga-se de passagem).

Pasmem, tinham jogos no campo 1 e também no extinto campo 3, que sempre rolava um futebol suíço de primeira qualidade.

Após as partidas, outra alegria. Quantas vezes fui com vários amigos tomar coca e comer um cheeseburguer, enquanto os velhos tomavam uma gelada nos mais variados botecos da cidade.

Lembrei, ainda, o quanto jogar no Clube de Pais era um sonho incerto naquela época para um ex-aluno ruim de bola como eu. Mas sempre ficava na espreita, à beira do campo, torcendo para algum pai se machucar ou cansar e dar a chance para completar o time, mesmo que por 5 minutos.

E nesse sentido, vejo como o trabalho de muitos que ainda estão entre nós e outros que já não estão, permitiram que ex-alunos integrassem o quadro permanente do clube, que tivéssemos uma sede maior e mais bem estruturada, entre vários outros avanços hoje vistos e admirados.

A todas essas pessoas, meus sinceros sentimentos de respeito e agradecimento. Saibam que, em 2003, quando joguei a primeira partida no Clube ao lado do meu pai, fiquei muito feliz e emocionado. E hoje, após um acidente infeliz também no nosso campo 1, consegui refletir e ter a real dimensão do sentido desse Clube.

E aí voltei a meus pensamentos e me questionei: Seria meu joelho a me separar disso tudo? A resposta, senhores, será dada nas inscrições de Fevereiro de 2017 (para a tristeza de muitos, haha)

Grande Abraço a todos!

« Voltar para Notícias
Deixe seu Comentário