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28.02.23 | TRAC Comunicação

Uma viagem ao passado! Conheça os times da Liga Retrô Curitibana 2023

A temporada 2023 do Clube de Pais vai revisitar os primórdios do futebol em Curitiba e clubes amadores que marcaram época na cidade! Neste ano, o tema do campeonato será a Liga Retrô Curitibana, com uma homenagem a clubes históricos da capital paranaense.

A partir do início de abril, 14 times estarão em ação no campo do Colégio, na disputa pelo Troféu Alfredo Carlos Scremin. Os atletas que defenderão cada clube serão definidos no dia 20 de março, no tradicional evento de escolha das equipes.

Enquanto a bola não rola para mais uma edição do campeonato, é hora de relembrar um pouco da história das camisas que farão parte de mais uma edição do melhor campeonato de futebol amador da cidade!

AMÉRICA

Fundado em 1914, o América tem suas origens dentro do Internacional FC. Sua criação foi consequência do grande número de atletas que praticavam futebol no Internacional, clube que foi o responsável pela construção da Baixada do Água Verde, atual Arena da Baixada.

Em 1917, o América uniu suas forças com o Paraná Sports e conquistou o título do Campeonato Paranaense. A união durou apenas até o ano seguinte e os dois clubes seguiram suas trajetórias de forma separada. Em 1924, foi a vez de América e Internacional se unirem, desta vez definitivamente, dando origem ao Club Athletico Paranaense.

AYMORÉ

O Aymoré Sport Club foi fundado em 1915 e tinha sua sede localizada na Rua Riachuelo, 65, no centro de Curitiba. Era um clube voltado para eventos sociais, que enveredou no futebol amador no final dos anos 1910.

O Aymoré disputou o Campeonato Suburbano de Curitiba em 1919, organizado pela Liga Sportiva Municipal (LSM).

BECA

O BECA (Bloco Esportivo Capão da Amora) foi fundado em 1950. Entre 1951 e 1961 disputou a chamada Terceira Divisão da FPF (uma espécie de Segunda Divisão da Suburbana). Foi vice em 1958 e 1961.

O clube tricolor tinha seu campo próximo à conhecida Capelinha do Portão, hoje transformado em prédios residenciais. O BECA foi extinto em 1972.

BLOCO MORGENAU

Em 1932, o atual bairro do Cristo Rei era considerado uma região afastada de Curitiba. Parte dela era conhecida como Vila Morgenau, denominação que foi adotada na fundação do Bloco Esportivo Morgenau.

Entre 1951 e 1964, o Bloco Morgenau disputou o Campeonato Paranaense profissional. Apesar de sua coleção de últimos e penúltimos lugares, todo mundo adorava torcer para o tricolor, porque a moçada jogava na base do amor.

Às vezes, tinha por hábito surpreender os grandes times. Surpreender, no caso, era arrancar um empate inesperado. Na maioria dos jogos, o resultado terminava em goleada.

BRASIL

O Brasil Sport Club foi fundado em 1917, no bairro do Juvevê. Disputou os campeonatos suburbanos da capital paranaense por muitos anos. Já no seu primeiro campeonato, em 1919, a equipe sagrou-se campeã.

Em 1929, o Brasil disputou o Campeonato Paranaense, enfrentando os grandes clubes da cidade. Em um campeonato que reuniu oito times, a equipe auriverde terminou em um honroso quinto lugar, atrás apenas de Athletico, Palestra Itália, Britânia e Coritiba.

BELMONTE

O Clube Esportivo Belmonte foi fundado em 1939 e era sediado na Vila Guaíra. Toda a sua trajetória foi escrita na Suburbana, com momentos de grande sucesso.

Logo no primeiro Campeonato Citadino, em 1941, sagrou-se campeão invicto. Em 1952, voltou a levantar a taça de forma invicta, nos Aspirantes. Foi bicampeão do Torneio ACEP em 1955 e 1956 e venceu o Torneio Início da Primeira Divisão, em 1965.

O Clube Esportivo Belmonte existiu até 1968, quando acabou extinto.

CELESTE

O Celeste Futebol Clube foi clube com sede no Bigorrilho, fundado em 1943.

A partir de 1948, entrou oficialmente na disputa da Suburbana, inicialmente na Terceira Divisão. Em 1950 quando o seu rival União Bigorrilho foi campeão, o Celeste ficou com o vice-campeonato. Os confrontos entre Celeste e União Bigorrilho eram de estremecer já que os clubes eram do mesmo bairro.

Em 1960, o clube encerrou suas atividades após a temporada.

IPÊ

O Ipê Futebol Clube era conhecido como o “Canarinho de Santa Quitéria”. Foi fundado em 1940 e sua sede (atual Estádio Maurício Fruet) era localizada na Rua Professor Brasílio Ovídio da Costa.

Participou dos campeonatos citadinos de futebol amador de Curitiba de 1948 a 1971. No Supercampeonato da Terceira Divisão de 1952, o Ipê Futebol Clube se sagrou campeão. Em 1954, levantou a taça da Série Azul da Terceira Divisão. Em 1961, o Ipê voltou a faturar o título da Terceira Divisão.

O Ipê Futebol Clube deixou de existir após se fundir com o Vila Inah Esporte Clube, em 1971, dando origem à Sociedade Esportiva Santa Quitéria.

MARUMBY

O Marumby de Futebol foi fundado em 1975 e tinha sua sede na Rua Dr. Faivre, no Centro de Curitiba. A escolha das cores foi feita através de um estudo com parecer de técnicos de programação visual. As cores são as que mais se destacam na TV com transmissão colorida.

Com a participação de três equipes, o Marumby disputou o Torneio de Acesso de 1976, em que se definiria o 14º clube que integraria a Primeira Divisão do Campeonato Paranaense profissional. Mas foi derrotado pelo Arapongas e pelo 9 de Julho, de Cornélio Procópio.

Ainda em 1976, disputou o Campeonato Paranaense da Segunda Divisão. Porém, mais uma vez a campanha foi aquém do esperado. Então, com menos de um ano de existência, a diretoria tomou a decisão radical e encerrou as atividades do Marumby.

POTY

Fundado em 1925, o Poty Sport Club tinha seu estádio localizado na Rua Padre Anchieta, na atual Praça 29 de Março.

O Poty existiu até a década de 60, disputando os campeonatos amadores da Federação Paranaense de Futebol. Chegou a participar do “Torneio Curitiba”, em 1931, com clubes profissionais, juntamente com Athletico, Coritiba, Ferroviário, entre outros.

O “Tricolor da Galícia” participou algumas vezes do Campeonato Paranaense da Segunda Divisão. O seu maior feito foi o vice-campeonato da Segundona de 1954. Foi Supercampeão de 1955.

PARANÁ SPORTS

Foi fundado em 1910, por funcionários do “London Bank” e por ferroviários ingleses que trabalhavam na empreiteira “American South Brazilian Engineering Co”, que era sediada em Ponta Grossa e transferiu-se para a capital. Possuía sua sede no Bairro Batel.

Em 1917, houve a união com o América e a conquista do título de campeão paranaense. Mas no ano seguinte o América-Paraná não reeditou a boa campanha, ficando na quinta posição. A fusão foi desfeita em 1919 e o Paraná Sports seguiu disputando o campeonato até 1926, quando foi extinto.

SAVÓIA

O Savóia foi o clube que se notabilizou como o que mais mudou de nome na história do futebol paranaense. Foram diversas mudanças ao longo de oito décadas, visando sempre a sua sobrevivência.

O clube nasceu em 1914, no bairro Água Verde. Ao longo de sua existência, foi Savóia Operário, Savóia Água Verde, Avaí, Brasil, Água Verde e finalmente, em 1971, Esporte Clube Pinheiros. No final de 1989, o Pinheiros se uniu ao Colorado, dando origem ao Paraná Clube.

REAL

O Real Esporte Clube foi fundado em 1954. O primeiro grande triunfo aconteceu seis anos depois, quando se sagrou campeão do 1º Campeonato Amador do Paraná, em 1960.

A equipe disputou a histórica 1.ª Taça Paraná em 1964, representando com êxito o futebol amador de Curitiba, chegando até as semifinais. O Real acabou eliminado pelo Ferroviário, que depois se tornaria o grande campeão.

Apesar dessa trajetória, o Real acabou sucumbindo ano a ano até chegar ao fundo do poço, o que determinou de forma peremptória o seu fim, em 1968.

UNIÃO JUVENTUS

Fundado em 1922 com o nome Strzelec, em pouco tempo mudou para Junak, que em polonês significa jovem destemido (pronuncia-se iunaque). Em 1935, começou a participar do Campeonato Paranaense profissional.

Em função de disputas políticas internas, o Junak foi substituído por Juventus, pois no clube também havia muitos imigrantes italianos.

Foi dono de um charmoso estádio dos anos 1930 e 1940: o Franklin Delano Roosevelt, na Rua Carlos de Carvalho, no Batel, onde atualmente está o supermercado Angeloni.

Tinha mania de às vezes derrotar os adversários mais fortes da capital, como Athletico, Coritiba e Ferroviário, o que lhe valeu o apelido de Fantasma do Batel. As surras que levou foram esquecidas, naturalmente, mas os êxitos são eternos.

O campeonato paranaense de 1949 foi o último como profissional. Durante as décadas de 1950 e 1960 o Juventus voltou a participar de torneios amadores.

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