Depois de 22 rodadas de disputas intensas, oito seleções seguem na luta pelo título. Entre arrancadas surpreendentes, quedas inesperadas e grandes atuações, a Copa do Mundo Maxipas 2026 entra em sua fase mais decisiva.
Foram meses de futebol, rivalidade saudável, companheirismo e histórias construídas dentro das quatro linhas. Desde maio, 14 seleções entraram em campo carregando o mesmo objetivo: conquistar um lugar entre as melhores e continuar sonhando com o título da Copa do Mundo Maxipas 2026.
Mas, como toda grande competição, o campeonato mostrou que começar bem nem sempre é garantia de terminar entre os primeiros.
Ao longo de 22 rodadas, favoritos tropeçaram, equipes desacreditadas surpreenderam e algumas seleções precisaram encontrar forças para reagir justamente quando a classificação parecia escapar.
Agora, com a fase de grupos encerrada, apenas oito seleções continuam na disputa. E o caminho até aqui merece ser relembrado.
Um começo cheio de surpresas: quando os favoritos ainda não estavam definidos
As primeiras rodadas deram sinais de que esta seria uma Copa equilibrada e imprevisível.
No Grupo A, o Canadá surgiu como um dos grandes candidatos à classificação. Com vitórias importantes sobre Equador (2 a 1), África do Sul (1 a 0) e Costa do Marfim (3 a 0), a seleção mostrou força diante de adversários que mais tarde se tornariam protagonistas.
Do outro lado, no Grupo B, a Coreia do Sul também começou a construir uma campanha promissora. Vitórias sobre Suíça, Canadá e Áustria demonstravam que a equipe tinha condições de competir com qualquer adversário.
E houve espaço para surpresas ainda maiores.
A Escócia, que terminaria a competição na última posição do Grupo B, teve momentos de brilho nas rodadas iniciais. A goleada por 4 a 0 sobre o Qatar e a vitória por 1 a 0 diante do Marrocos mostraram que ninguém poderia ser subestimado.
Naquele momento, o destino das vagas ainda estava completamente aberto.
A competição ganha ritmo: regularidade começa a fazer a diferença
Com o avanço das rodadas, a tabela começou a revelar uma característica fundamental: não bastava vencer grandes jogos. Era preciso manter o desempenho durante toda a competição.
No Grupo A, a Suíça encontrou na regularidade sua principal aliada. Mesmo enfrentando derrotas pontuais, construiu uma campanha consistente, conquistou vitórias importantes diante de adversários diretos e chegou à última rodada em condições de garantir a liderança.
O encerramento da fase de grupos veio com um movimentado triunfo por 6 a 4 sobre a Áustria, consolidando a primeira posição com 35 pontos.
Mas a liderança suíça esteve longe de ser tranquila.
O Equador protagonizou uma das grandes arrancadas da competição. Depois de estrear com derrota para o Canadá e empatar em 3 a 3 com o Haiti, a equipe cresceu ao longo do campeonato e passou a colecionar resultados expressivos.
As goleadas por 5 a 0 sobre a Noruega, 6 a 0 diante da Áustria e 5 a 2 contra o Qatar na rodada final transformaram o Equador em uma das seleções mais embaladas na chegada ao mata-mata.
Com 34 pontos, terminou apenas um atrás da Suíça.
O Marrocos, por sua vez, fez uma campanha marcada pela força ofensiva e por confrontos memoráveis. Venceu a líder Suíça por 1 a 0, superou o Qatar por 4 a 1 e protagonizou um eletrizante empate em 5 a 5 com Senegal.
Já o Qatar precisou superar oscilações para conquistar a quarta e última vaga do grupo. Vitórias importantes sobre Haiti, Coreia do Sul e Costa do Marfim ajudaram a equipe a garantir seu lugar entre os classificados.
Do outro lado, uma batalha de ataques poderosos
Se o Grupo A teve a regularidade como protagonista, o Grupo B foi marcado por confrontos de alta intensidade e muitos gols.
A Costa do Marfim construiu sua liderança com uma campanha ofensivamente marcante. Entre seus resultados de destaque estiveram a vitória por 8 a 3 diante da Nova Zelândia e a goleada por 6 a 1 sobre Senegal, adversário direto na disputa pelas primeiras posições.
Com 32 pontos, terminou na liderança do grupo.
O Senegal, entretanto, não deixou a disputa perder emoção. A seleção protagonizou algumas das partidas mais movimentadas do torneio, incluindo triunfos por 6 a 2 e 8 a 2 sobre a Coreia do Sul.
A segunda colocação, com 31 pontos, confirmou sua força e garantiu mais uma equipe de ataque perigoso nas quartas de final.
Na sequência, a África do Sul encontrou o equilíbrio necessário para conquistar 29 pontos e terminar em terceiro lugar. A goleada por 7 a 1 sobre a Coreia do Sul foi um dos grandes resultados de sua campanha.
Fechando o grupo dos classificados, o Haiti mostrou que também pode surpreender qualquer adversário. As impressionantes vitórias por 7 a 1 sobre Marrocos e Nova Zelândia estão entre as maiores goleadas da competição.
Com 28 pontos, garantiu a última vaga do Grupo B.
Quando o futebol muda o roteiro: as seleções que ficaram pelo caminho
Toda competição tem suas histórias de superação, mas também de oportunidades que escapam nos momentos decisivos.
O Canadá talvez seja um dos maiores exemplos desta edição.
Depois de vencer adversários importantes no início do torneio, a equipe perdeu força na reta final. Derrotas para o Equador e para a Nova Zelândia comprometeram suas chances, e os canadenses terminaram em quinto lugar no Grupo A, com 25 pontos — quatro atrás do Qatar.
A Coreia do Sul viveu trajetória semelhante. Capaz de derrotar adversários como Suíça e Canadá, sofreu com a irregularidade e com derrotas contundentes para Senegal e África do Sul. Também terminou em quinto lugar, com 25 pontos, ficando a três da classificação.
A Noruega foi outro exemplo de como resultados extraordinários nem sempre garantem uma vaga. A seleção venceu o Marrocos por 5 a 1, Senegal por 3 a 0 e África do Sul por 6 a 1, mas não conseguiu transformar esses grandes momentos em regularidade suficiente. Terminou em sexto lugar no Grupo B, com 23 pontos.
A Nova Zelândia, apesar das dificuldades defensivas, também deixou sua marca, inclusive com duas vitórias sobre o Canadá e um triunfo diante da Suíça.
A Áustria se despediu com 15 pontos, depois de participar de jogos abertos e movimentados, incluindo uma vitória por 2 a 0 sobre Senegal.
Já a Escócia, apesar do início surpreendente, não conseguiu sustentar o rendimento e encerrou sua participação com nove pontos.
Sete equipes ficaram pelo caminho, mas todas contribuíram para construir uma primeira fase repleta de histórias.
Uma Copa de muitos gols e protagonistas
A fase de grupos também será lembrada pelos placares expressivos.
Entre as maiores goleadas estiveram os 7 a 1 do Haiti sobre Marrocos e Nova Zelândia, o 7 a 1 da África do Sul diante da Coreia do Sul, o 6 a 0 do Equador sobre a Áustria e o 8 a 2 de Senegal contra a Coreia do Sul.
E os gols também tiveram seus protagonistas individuais.
Vinicius Tourinho, o Tourinho, aparece à frente da artilharia com 30 gols, seguido de perto por Dudu Gulin, com 28, e Fernando Pupo, com 27. Jean Felipe, com 22, e Chupeta, com 20, também figuram entre os principais goleadores.
Números que traduzem o poder ofensivo de uma competição que não economizou emoção.
Oito seleções, quatro confrontos e um novo campeonato pela frente
Com o encerramento da 22ª rodada, a fase de classificação ficou para trás. A partir de agora, os pontos conquistados dão lugar à emoção dos confrontos eliminatórios.
As quartas de final serão disputadas em jogos de ida e volta, com partidas previstas para 24 de outubro e 7 de novembro.
Os confrontos estão definidos:
- Marrocos x Senegal: dois ataques poderosos frente a frente, depois de um empate em 5 a 5 na primeira fase.
- Equador x África do Sul: a grande arrancada equatoriana encontra uma equipe que já mostrou capacidade de aplicar goleadas.
- Qatar x Costa do Marfim: a determinação de quem conquistou a última vaga do Grupo A diante da liderança ofensiva do Grupo B.
- Suíça x Haiti: a regularidade da melhor campanha do Grupo A contra uma seleção que mostrou ser capaz de surpreender grandes adversários.
Agora, a tabela de pontos deixa de ser o centro das atenções. Cada confronto representa uma nova oportunidade, e as campanhas anteriores já não garantem vantagem no resultado.

Mais do que futebol, histórias que ficam
A Copa do Mundo Maxipas 2026 chega às quartas de final reforçando aquilo que torna as competições do Clube de Pais Marista tão especiais.
Por trás de cada resultado estão os encontros de fim de semana, as amizades fortalecidas, a dedicação dos atletas e o trabalho de quem contribui para manter viva essa tradição esportiva.
Cada seleção construiu sua história. Algumas seguem em busca da taça. Outras encerraram sua participação, mas deixaram momentos que merecem ser lembrados.
E é justamente essa combinação de competição, amizade e espírito de comunidade que faz do campeonato algo maior do que os placares.
Foram 14 seleções, 22 rodadas e incontáveis emoções. Agora restam oito equipes e um único objetivo: seguir na caminhada rumo ao título.
A bola vai rolar para as quartas de final.
E, se a primeira fase ensinou alguma coisa, é que nesta Copa nenhuma história está escrita antes do apito final.
Quem vai avançar para as semifinais da Copa do Mundo Maxipas 2026?
A próxima página dessa história começa agora.














































































































































































