Três gerações, a mesma camisa: uma história que só o Clube de Pais poderia escrever

Neste Dia dos Pais, o Clube de Pais Marista celebra um capítulo inédito de sua história. Jefico, André Pelúcio e Gustavo, avô, pai e filho, entraram em campo juntos no campeonato de 2026. Uma história que começou há mais de três décadas e que, justamente na véspera do Dia dos Pais, ganhou um novo capítulo daqueles que parecem escritos para explicar o que significa fazer parte do Clube.

Em 1994, Jefico entrou para o Clube de Pais Marista.

Naquele mesmo ano, seu filho, André, o Pelúcio, começava sua trajetória como aluno do Colégio. Aos sábados, enquanto o pai jogava, o menino acompanhava tudo do lado de fora do campo.

Ou quase tudo.

Bastava chegar o intervalo para a criançada ocupar o gramado.

Pelúcio era um daqueles meninos que esperavam ansiosamente alguns minutos entre uma partida e outra para correr até o gol e chutar uma bola. Ao lado dele estavam outras crianças que, muitos anos depois, também se tornariam jogadores do Clube.

Naquele momento, provavelmente ninguém imaginava que, mais de três décadas depois, essa história chegaria a um capítulo inédito.

Em 2026, Jefico, Pelúcio e Gustavo entraram em campo pelo mesmo time do Clube de Pais. Avô, pai e neto. Três gerações de uma mesma família disputando juntas o campeonato.

Pela primeira vez na história do Clube, três gerações se encontravam dentro das quatro linhas.

De pai para filho. E de filho para neto.

A história começa com Jefico.

Quando chegou, o Clube era muito diferente daquele que conhecemos hoje. Havia campeonato, organização e, principalmente, muita vontade de reunir os pais em torno do futebol e da amizade. Mas a estrutura ainda era simples.

Ao longo das décadas, ele viu essa realidade se transformar.

Vieram arbitragem, uniformes, novos times, patrocinadores, festas de abertura e encerramento e uma organização cada vez mais estruturada. Jefico não apenas acompanhou essa evolução. Participou dela.

Foi diretor, colaborador, presidente e, mais recentemente, passou a integrar o Conselho do Clube. Também esteve entre aqueles que ajudaram no início da aproximação com patrocinadores, em uma época em que era preciso buscar parceiros para ajudar o Clube a crescer e se estruturar.

Hoje, quando empresas procuram o Clube querendo fazer parte do campeonato, ele enxerga nessa mudança um sinal do tamanho que a instituição alcançou.

Mas talvez nenhuma função exercida ao longo desses anos tenha proporcionado uma experiência tão especial quanto aquela vivida dentro do campo.

Primeiro, jogar ao lado do filho.

Depois, alcançar o neto.

“O prazer é dobrado de poder ter conseguido alcançar o meu neto. Acho que isso demonstra qual é o espírito do nosso campeonato e qual é o espírito do nosso Clube.”

O menino do lado de fora entrou em campo

Pelúcio cresceu vendo tudo acontecer.

Depois de concluir o Terceirão, em 2002, tornou-se ex-aluno e, no ano seguinte, fez aquilo que durante tantos sábados havia imaginado do lado de fora: entrou oficialmente no campeonato do Clube de Pais.

Em 2003, pai e filho jogaram juntos pela primeira vez.

Vieram outras oportunidades ao longo dos anos. E algumas campanhas que Pelúcio faz questão de lembrar com bom humor.

Barcelona, Palestra Itália, Chicago Fire…

Os resultados nem sempre ajudaram.

E, segundo o filho, havia uma explicação bastante simples.

“Jogar com o véio é complicado. O pé-frio dele é forte.”

A brincadeira revela outra característica que atravessa essa história. Antes dos resultados, estão as relações construídas no Clube.

Porque o campeonato é competitivo e todos querem ganhar. Mas são as amizades, as famílias e as histórias compartilhadas que fazem com que tantas pessoas continuem voltando aos campos ano após ano.

A terceira geração chega ao campo

O tempo passou.

E uma cena começou a se repetir.

Assim como Pelúcio acompanhava Jefico quando criança, Gustavo passou a acompanhar o pai no Clube. Cresceu também cercado pelo futebol, pelas famílias e pelos sábados no Colégio.

Até chegar a sua vez.

Gustavo entrou no campeonato em 2025. E, em 2026, surgiu a oportunidade de reunir as três gerações no mesmo time.

Com a colaboração dos demais capitães na montagem das equipes, Jefico e Gustavo puderam ser escolhidos para atuar ao lado de Pelúcio.

O que durante décadas seria apenas uma coincidência bonita tornou-se um marco.

Durante o primeiro semestre, os três participaram juntos de algumas partidas, antes de uma lesão afastar Jefico dos jogos.

Mas a fotografia já estava feita.

E a história também.

Avô. Pai. Neto. O mesmo campo. O mesmo campeonato. A mesma camisa.

Uma história que já ensaiava acontecer

Curiosamente, 2026 não foi exatamente a primeira vez que os três dividiram um gramado.

Anos antes, eles representaram o Clube de Pais em um amistoso contra o Rio Branco, em Paranaguá, no antigo Estádio da Estradinha.

Gustavo ainda era adolescente.

Naquele dia, os três chegaram a formar juntos a linha defensiva. Pelúcio em uma lateral, Gustavo na outra e Jefico na zaga.

Era quase uma prévia do que viria alguns anos depois.

Agora, porém, Gustavo já adulto e oficialmente integrante do campeonato, o encontro ganhou outro significado.

Três gerações passaram a fazer parte, simultaneamente, da história esportiva do Clube.

Um legado que também passa pela diretoria

A ligação dessa família com o Clube não ficou restrita ao campo.

Jefico foi presidente e dedicou muitos anos à diretoria e à organização da instituição.

Décadas depois, Pelúcio também chegaria à presidência. Como vice-presidente, assumiu a condução do Clube durante o período marcado pela pandemia e permaneceu à frente da instituição por cerca de dois anos e meio.

Pai e filho, portanto, não apenas vestiram a mesma camisa.

Também assumiram, em momentos diferentes, a responsabilidade de ajudar a cuidar do Clube para as gerações seguintes.

E talvez seja justamente isso que torne a história ainda mais simbólica.

E então chegou a véspera do Dia dos Pais

Se a história terminasse aqui, já haveria muito para celebrar.

Mas o Clube de Pais ainda reservava mais um capítulo.

Na véspera do Dia dos Pais de 2026, o time capitaneado por Pelúcio entrou em campo em condições muito distantes das ideais.

Desfalques importantes. Jogadores atuando no sacrifício. Pouquíssimas opções no banco. Chuva. Campo encharcado e muita lama.

Era uma daquelas partidas em que simplesmente estar em campo e honrar o compromisso com o campeonato já dizia muita coisa.

Mesmo diante das adversidades, o time competiu.

O empate parecia encaminhado. Um ponto conquistado naquelas circunstâncias teria gosto de vitória.

Só que aquela não era uma rodada qualquer.

Era a véspera do Dia dos Pais.

E, no Clube de Pais, algumas histórias parecem escolher exatamente o momento certo para acontecer.

No apagar das luzes, veio o gol.

Gol de Gustavo.

O mesmo Gustavo que cresceu respirando o Clube. O menino da terceira geração daquela família. O neto de Jefico. O filho do capitão daquele time.

Pelúcio saiu para abraçá-lo.

Mas, antes, olhou para o banco.

Ali estava seu pai, Jefico, comemorando.

Ao redor, outros pais vibravam. Até o banco adversário reconheceu o momento e aplaudiu o que acabara de acontecer.

Por alguns segundos, o resultado deixou de ser a parte mais importante daquela partida.

O futebol havia feito aquilo que tantas vezes faz no Clube de Pais.

Transformou um jogo em memória.

“Ganhei mais que três pontos”

Horas depois, ainda emocionado, Pelúcio tentou colocar em palavras o que havia vivido.

Depois de mais de três décadas participando direta ou indiretamente do Clube, ele reconheceu que ainda havia espaço para viver algo novo.

Ali estavam o pai, o filho, amigos de uma vida inteira e outros que chegaram há pouco. Todos ligados por um campeonato que insiste em renovar histórias.

“Hoje posso dizer que ganhei mais que três pontos, e isso vale mais que tudo.”

Talvez essa frase seja também uma resposta para uma pergunta aparentemente simples:

O que é o Clube de Pais?

É difícil explicar apenas falando de futebol.

O Clube está nos títulos e também nas derrotas. Está nas lesões, nas brincadeiras, nas discussões, nas amizades e nos reencontros.

Está no jogador que chega e naquele que permanece.

Está nos voluntários que dedicam seu tempo para que tudo aconteça.

Está no pai que leva o filho para assistir a uma partida.

Está naquele menino que espera o intervalo para entrar no campo e dar dois ou três chutes na bola.

E está na possibilidade de, mais de 30 anos depois, aquele mesmo menino olhar para um lado e encontrar seu pai. Olhar para o outro e encontrar seu filho.

O verdadeiro placar de um Clube de Pais

Jefico viu colegas chegarem e partirem ao longo de mais de três décadas. Viu gerações se renovarem e o campeonato crescer.

É, como ele mesmo define, a lei natural da vida.

Mas no Clube de Pais existe algo especial nessa renovação.

Muitas vezes, aqueles meninos que estavam do lado de fora esperando o intervalo são justamente os homens que entrarão em campo alguns anos depois.

E, em alguns casos extraordinários, o pai ainda estará lá para recebê-los.

Ou até o avô.

O campeonato reúne diferentes gerações. Dentro de campo, todos querem competir. Fora dele, constroem algo que permanece muito além do resultado de uma rodada.

“Em primeiro lugar, a gente preza esse convívio familiar, esse convívio com os amigos. É uma coisa completamente diferente de tudo que tem por aí e é um dos segredos do nosso Clube.”

Neste Dia dos Pais, celebramos Jefico, Pelúcio e Gustavo não apenas pelo feito inédito de três gerações disputando juntas o campeonato.

Celebramos o que essa história representa.

Um pai que levou o filho ao Clube.
Um filho que cresceu e entrou em campo com o pai.
Um pai que repetiu a história levando seu próprio filho.
E um avô que permaneceu ali para ver tudo acontecer.

E, como se mais de três décadas de história ainda precisassem de uma imagem para resumir tudo, na véspera do Dia dos Pais o futebol tratou de entregá-la.

O neto fez o gol.
O pai correu para abraçá-lo.
O avô comemorou do banco.

Três gerações.

Uma família.

Uma história que atravessa o tempo.

Isso é Clube de Pais.

Feliz Dia dos Pais a todos que ajudam a construir, dentro e fora de campo, essa história.