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Festa de Encerramento comemorou os 40 anos de Clube de Pais e a Supercopa das Estrelas 2019

No último sábado (7), aconteceu a festa de encerramento que comemorou os 40 anos do Clube de Pais e a realização da Supercopa das Estrelas 2019. A cerimônia, realizada no Concept Hall, contou com a participação de atletas, familiares, amigos e patrocinadores e foi marcada por homenagens e premiações aos craques do campeonato, artilheiros, jogadores revelação e seleção do campeonato.

Troféu de Campeão

Após a chegada dos convidados, a festa foi iniciada com homenagens a todos os responsáveis que fizeram e fazem parte desde o início da construção e consolidação do Clube de Pais. Na sequência, o jantar foi servido e, depois, foi realizada a entrega das premiações.

Durante o evento também foi divulgado o tema de 2020: Campeonato Italiano. Os times italianos serão Bologna, Fiorentina, Genoa, Inter de Milão, Juventus, Lazio, Udinese, Milan, Napoli, Palermo, Parma, Roma, Sampdoria e Torino.

Tema 2020

Palavra da Diretoria

No seu primeiro ano como presidente do Clube de Pais, Lucas De Grandi avaliou positivamente a temporada. “Foi um ano super especial”, resumiu. “São 40 anos de história e a gente honrou muito bem toda a história do Clube de Pais. Acertamos o tema de forma brilhante, tivemos um campeonato disputado, muito alegre, competitivo e muito justo, coroando o melhor campeão”, destacou.

Presidente Lucas de Grandi

Para 2020, a intenção é realizar uma competição ainda melhor do que foi em 2019 e alguns pontos já estão em pauta. “Agora é entender o que pode ser melhorado em termos de comunicação, contato com os atletas e no regulamento em si, que talvez seja o mais importante”, ressaltou o dirigente.

Responsável pela Diretoria Social, Luis Fernandes comentou sobre a organização da celebração dos 40 anos do Clube de Pais. “Acredito que pela grandeza que é o clube, pela tradição, pelos 40 anos, deixa uma grande responsabilidade fazer um evento melhor ainda do que já foi nos anos anteriores, e, preocupado com isso, a gente tomou cuidado de organizar tudo da melhor forma possível”, disse o Diretor Social.

O dirigente também fez questão de lembrar o tema que foi escolhido em 2019. “Essa homenagem das estrelas foi espetacular, a gente viu o brilho nos olhos dos homenageados, dos filhos e de toda a família”, comentou. “Agora fica toda a expectativa boa para que 2020 seja ainda melhor do que foi nos anos anteriores”, finalizou.

Homenageados

Confira os premiados da Supercopa das Estrelas 2019:

Campeão: Guerreiros

Guerreiros

Vice-Campeão: Betão e os Cubanos

Betão e os Cubanos

Terceiro Lugar: Os Fiéis

Os Fiéis

Craque da Final: Arthur (Goleiro dos Guerreiros)

Artilheiro Novos – Pisca (Atacante do Canhotinhas)

Artilheiro Master – Polaco (Atacante do Futsal Scremin)

Revelação Novos – Leon (Volante do Futsal Scremin)

Revelação Master – Ramires (Meio-campo do Canhotinhas)

Craque Novos – Arthur (Goleiro dos Guerreiros)

Craque Master – Chupeta (Atacante do Betão e Os Cubanos)

Seleção da Supercopa das Estrelas:

Goleiro – Fabiano
Kit 1 – Pisca
Kit 2 – Mazzarotto
Kit 3 – Edson Toninello
Kit 4 – Hugo Gallo
Kit 5 – Tony
Kit 6 – Guilherme Oliveira
Kit 7 – Di
Kit 8 – Rillo
Kit 9 – Márcio Moura
Kit 10 – Dr. Ens
Kit 11 – Ossamu
Kit 12 – Lucas Ritzmann
Kit 13 – Mário José
Kit 14 – Mesquita
Kit 15 – Dizinho
Kit 16 – Sivanei
Kit 17 – Beto

Seleção do Campeonato

Guerreiros vence nos pênaltis e é campeão da Supercopa das Estrelas

Na tarde do último sábado (23), os Guerreiros venceram o Betão e Os Cubanos, e conquistaram o título da Supercopa das Estrelas. O confronto foi marcado pelo equilíbrio técnico entre as equipes. No tempo regulamentar, o marcador terminou empatado em 1 a 1. Foram nas cobranças de pênaltis que os Guerreiros consolidaram a vitória e ergueram o Troféu Alfredo Carlos Scremin.

Nos tiros diretos, o destaque foi o goleiro Arthur, que defendeu as cinco cobranças batidas pelo Betão e Os Cubanos. O placar nas penalidades foi de 1 a 0 para os Guerreiros.

A Final

Nos minutos iniciais a posse de bola foi bem dividida entre as equipes. O primeiro lance em direção ao gol aconteceu aos 8 minutos. Chupeta bateu falta para o Betão e Os Cubanos, mas o goleiro rival não teve dificuldade para garantir a defesa.

A resposta dos Guerreiros não tardou e veio dez minutos depois. Thiago Ernani fintou o marcador e experimentou de fora da área, mas a bola foi para fora. Na jogada seguinte, novamente Thiago Ernani apareceu e conseguiu abriu o placar. O atacante saiu de frente para o gol, livre de marcação, e só teve o trabalho de tocar na saída do goleiro para fazer 1 a 0.

Em desvantagem, Betão e Os Cubanos não desanimaram e empataram aos 42 minutos, com Chupeta. Após o juiz assinalar uma falta pelo lado direito do ataque do Betão, o atacante foi para a cobrança e bateu com precisão, igualando em 1 a 1 o confronto.

No segundo tempo, quem criou mais chances para ficar à frente do placar foi o Betão e Os Cubanos. Logo aos 9’, Chupeta experimentou de longe, a bola ia forte em direção ao gol, mas a zaga conseguiu intervir e afastar o perigo.

Uma das poucas oportunidades dos Guerreiros foi aos 20’, com Kadu. O meia arriscou de fora da área, a bola foi no canto, forçando o goleiro Rodrigo a fazer uma bela defesa. Em seguida, Heitor teve duas boas chances pelo Betão, mas ambas sem sucesso.

A última jogada perigosa aconteceu aos 43 do segundo tempo. Após uma cobrança de escanteio alçada na área, Chupeta bateu de primeira e a bola passou na lateral do goleiro Arthur. Fim do tempo regulamentar.

Na prorrogação, o desgaste físico dos atletas fez com que a maioria das jogadas ficassem concentradas no meio do campo. A chance mais clara foi dos Guerreiros, aos 13 minutos da primeira etapa. Thiago Ernani aproveitou uma sobra dentro da área e bateu no alto, mas Arthur encaixou.

Decisão nos pênaltis

A decisão seguiu para os pênaltis e, o craque da última rodada da Supercopa das Estrelas, brilhou novamente. O goleiro Arthur marcou seu nome na história da competição, sendo responsável por defender todas as cinco cobranças batidas pelo Betão e Os Cubanos. O resultado das penalidades terminou em 1 a 0 para os Guerreiros.

Os encarregados pelas cobranças do Betão foram os jogadores Gulin, Pasinato, Gallo, Patrick e Chupeta. Todas as cobranças foram defendidas por Arthur. Pelo lado dos Guerreiros Dias, Daniel Ravazzani e Thiago Ernani erraram suas finalizações, o único a converter a penalidade foi o meia Guilherme Oliveira.

Os Fiéis terminam na terceira colocação da Supercopa das Estrelas

A Supercopa das Estrelas chegou ao fim no último sábado (23). O primeiro duelo do dia foi a disputa do terceiro lugar da competição, que terminou com a equipe Os Fiéis garantindo a medalha de bronze, após vencerem os Canhotinhas. Nos 90 minutos, o duelo terminou empatado em 2 a 2. Nos pênaltis, Os Fiéis garantiram a vitória por 4 a 2.

O primeiro grito de gol foi pelo lado do Os Fiéis, aos 18 minutos de jogo. A bola tinha saído para escanteio e Jorginho foi para a cobrança. Com um cruzamento forte e com precisão, a bola foi na cabeça do zagueiro Márcio Moura, que cabeceou forte e fez 1 a 0.

Atrás no placar, os Canhotinhas buscavam de todas as formas o empate e conseguiram igualar o marcador aos 40’. Ramires invadiu a grande área, estava à frente da marcação adversária e bateu forte na bola que saiu veloz no canto do goleiro Fabiano. 1 x 1 e fim do primeiro tempo.

Na segunda etapa aconteceu a virada dos Canhotinhas. O cronômetro marcava 35 minutos quando Tony lançou para Junior Polaco, o camisa 6 dominou e rapidamente cruzou para o meio da pequena área, a bola foi em direção a Ramires que antecipou o adversário e escorou para colocar a equipe na frente.

O confronto estava terminando, o terceiro lugar estava quase garantido para os Canhotinhas, mas Beto do Os Fiéis apareceu para deixar tudo igual. A zaga falhou ao tentar afastar uma bola e Beto, atento na jogada, aproveitou o erro e fuzilou para o fundo das redes. Com o empate em 2 a 2, a definição do terceiro colocado foi para as cobranças de pênalti.

Nas penalidades, a vitória foi por 4 a 2 do Os Fiéis, com os gols de Jorginho, Bill, Juliano e Barba. Pelo lado dos Canhotinhas quem acertou as cobranças foram Meister e Tony. Gregório e Rodrigo erraram as finalizações.

Árbitro que apita no Clube de Pais, Rafael Traci é indicado ao quadro da FIFA

São 40 anos de história e muitas pessoas possuem um carinho especial pelo Clube do Pais. Além de atletas, os árbitros também possuem um laço de amizade conosco. E, neste ano, Rafael Traci, árbitro que por muitos anos esteve conosco e agora é figura corriqueira nos gramados do Brasileirão Série A, enviou uma mensagem de gratidão ao Clube.

Aos 38 anos, Rafael Traci foi indicado para o quadro da FIFA. Ele apitou jogos do Clube de Pais desde 2006 e reconheceu a importância dos jogos no Marista. “O Clube de Pais, com certeza, me ajudou. Todo jogo temos um aprendizado, seja ele na leitura de jogo, posicionamento, deslocamentos, trabalho técnico e disciplinar”, contou o árbitro.

O indicado ao quadro da Fifa aproveitou para agradecer. “Meu agradecimento ao senhor Gentil, que comanda a arbitragem no Clube de Pais, e aos atletas pelo respeito, força e torcida para que eu tivesse uma carreira vitoriosa dentro da arbitragem e pudesse alcançar meus objetivos”, destacou.

Sobre o caminho para chegar até este momento, Rafael Traci destacou o apoio das pessoas próximas. “Realmente é um grande objetivo alcançado. Não foi nada fácil, é tenso, complicado, precisamos de muito empenho, foco, dedicação, equilíbrio emocional e principalmente perseverança. O apoio da família é indispensável para chegar a esta conquista. Agradeço muito a minha esposa, que sempre me apoiou e se manteve firme para que juntos pudéssemos chegar e contemplar essa vitória!”, afirmou.

Maranhão: uma família dentro da família Clube de Pais

Edigardo Maranhão tem 35 anos de Clube de Pais. O ano de 2018 foi seu último atuando dentro de campo. Foi sua despedida dos gramados, mas o legado de seu nome continuará. Conhecido por sua simpatia e suas boas histórias, Maranhão tem a família perto. São dois filhos atuando e mais dois genros, além de um sobrinho e, como ele mesmo diz, alguns filhos postiços que ele adotou pelo caminho. Alguém que fez questão de, literalmente, fazer do Clube de Pais sua família ou quem sabe até mesmo o contrário, fazer da sua família o Clube de Pais.

Não é à toa que a equipe que o homenageia recebeu o nome de Afilhados. “Meus afilhados serão sempre meus afilhados. Vou guardar isso eternamente no meu coração. Este ano decidi não mais participar, mas tenho muita honra de ter meu nome vinculado a um time. Me emociono de fazer parte disso”, destacou Maranhão.

Ele relembrou a emoção do dia que descobriu a homenagem nos 40 anos do Clube de Pais. “Eu não sabia e não tinha nem ideia do que poderia ser feito pela diretoria. Quando fui até a abertura do campeonato e vi essa homenagem, a emoção foi grande e além da conta. Foi uma das homenagens da minha vida ou quem sabe até a única, que fiquei muito emocionado e orgulhoso. E fiquei muito feliz pelo capitão que está à frente desse time, que escolheu com muito carinho”, afirmou.
Sua história no Clube de Pais começou em 1984, ano que participou de sua primeira pelada no colégio, em virtude da matrícula de seu filho na escola. “Na época não tinha um campeonato fixo, eram amistosos. Você colocava seu nome em um quadro que ficava na parede da porta do bar que era dirigido pelo Mario. As inscrições começavam às 13 horas. Lembro que era importante chegar cedo para jogar a primeira pelada, pois era a única com 45 minutos para cada lado. As demais só saiam se tivesse quórum”, comentou.

Além do futebol, a integração entre pais se estendia dentro do colégio. “Na época só jogavam os pais dos alunos e alguns professores. Mas era uma maravilha jogar. As medidas do campo eram maiores também. E, além disso, depois dos jogos tinha sempre um truco no bar do Mario em que o pessoal ficava batendo papo, contando história. Mas eram outros tempos”.

Uma de suas maiores alegrias foi a quantidade de amigos que fez ao longo desses anos. “Tenho uma honra de ter participado por tantos anos e de ter feito tantos amigos. Fiz grandes amigos e grandes partidas. Betão, Doriva, Jefico, Trovão, Tadeu, Falavinha, são nomes que não param mais. E lembro de toda trajetória. Do Veiguinha como presidente, que veio antes do Jorge Welter. E de todos que participaram para o Clube de Pais ser como é agora. Cresceu muito, em termos de gente e de organização”, destacou Maranhão.

Meio-campo de origem, nos últimos anos passou a atuar mais na frente, como atacante. Mas dentro de campo sua maior alegria não é um lance específico ou um determinado gol. Na verdade, pensando no que é o Clube de Pais e nos seus valores, seu maior momento dentro de campo é um golaço. “Minha maior alegria sem sombra de dúvidas foi ter meus filhos e meus genros jogando comigo, no mesmo time, em que eu era o capitão, no meu último ano de colégio. Ter todos comigo foi algo que esse Clube me deu que eu jamais vou esquecer. E ainda no final do ano, o Clube de Pais, na figura do Bizinelli, que era o presidente e é um filho para mim, me homenagearam. Acho que não mereço, mas vindo deles é fantástico”, relembrou.

Fora de campo teve uma atuação contante. “Eu fui dirigente todos esses anos. Não tinha cargo com um nome, mas participei de quase todas as diretorias e reuniões nesses anos. Depois achei por bem não estar mais presente, porque entendi que os novos deveriam tomar o lugar dos mais antigos”, avaliou.

O homenageado ainda ressalta as evoluções que o Clube de Pais e o Colégio passaram e ainda passam ao longo dos anos. “Tiveram várias mudanças estruturais. A construção da nova sede, com infraestrutura melhor, mudanças no regulamento do campeonato com melhorias, uniformes, bolas, a arbitragem. Tudo foi evoluindo. O Clube de Pais não tem mais investido tanto nessa parte de construção, mas o colégio tem feito e isso nos afeta de forma direta e positiva. Mas a maior mudança são as pessoas novas que estão vindo para dar sequência nessa história”, concluiu Maranhão.

Conheça Doriva, o homenageado pela Academia

Aos 70 anos, o zagueiro Doriva aposentou as chuteiras em meados de 2018. Foram 26 anos de Clube de Pais. Em todo esse tempo, conquistou apenas dois títulos, sendo que um foi com a camisa do seu time do coração: o Palmeiras. Foi capitão por seis anos seguidos, tendo sido vice-campeão com a braçadeira. Doriva é natural de Guarulhos e, mesmo aposentado dos gramados, vai todos os fins de semana ao Clube de Pais ver os amigos. Neste ano, em especial, vai torcer por seu time, já que é um dos homenageados nesses 40 anos de Clube de Pais.

Sua entrada no grupo foi em 1992. “Fui assistir a um jogo de meu filho caçula, o Zinho, e me interessei pelo racha que estava sendo feito no campo 1. Tinha muita vontade de voltar a jogar, pois jogava antes nos campeonatos amadores em São Paulo. Minha esposa, que levava o meu filho para o futsal, foi quem me inscreveu para as peladas”, relembrou.

O início foi o melhor possível e ele faz questão de lembrar alguns nomes. “Eu me senti integrado ao grupo desde o primeiro dia. Na época jogavam somente os pais, fui muito bem acolhido por Jorge Welter, Tadeu, Bruno, Betão, Hayashi, Maranhão, professor Scremin, doutor Falavinha (com quem fazia uma dupla de zaga respeitável, Trovão, Filemon e também um velho jovem e craque, o Ney, entre outros tantos. E logo após, vieram jovens espetaculares como MM, Junior, Pisca, Átila, Gregório, Estefano, Xavier e muitos outros”, afirmou Doriva.

Na diretoria, sempre foi conselheiro e atualmente colabora também como patrocinador. Nesses 40 anos viu diversas mudanças, cada qual com a sua devida importância. Mas considera duas como mais significativas para a mudança de patamar do Clube de Pais. “Tivemos várias evoluções. A formação de diretorias envolvidas e sólidas, a inserção de jovens alunos e ex-alunos no grupo, rigor e ênfase no estatuto e disciplina, captação de patrocinadores, eventos agradáveis e bem organizados e por aí vai. Todas as mudanças são importantes. Mas o que fez a competição mudar foi a colocação dos jovens no campeonato e a melhoria das condições do campeonato aconteceu graças aos patrocinadores”, avaliou Doriva.

Doriva relembrou um momento marcante no Clube de Pais. “Tive muitos bons momentos. Penso que o mais marcante foi o time que fui capitão e fui considerado o melhor veterano na fina, nos Estados Unidos. Neste ano, também fui considerado o melhor da posição, zagueiro, e fiz parte da seleção do campeonato de veteranos”, comentou sobre quando foi capitão e vice-campeão.

Para ele, o Clube de Pais é muito mais que um campeonato. “O CP significa muito para mim, desde que comecei a participar. Ao conviver e colaborar no mesmo, pude novamente praticar um esporte coletivo e fazer novas amizades, algumas para toda vida. Neste grupo, pude jogar com meu filho e tive a oportunidade de conviver com jovens diferenciados, alguns, amigos de meus filhos. Ressalto que a cada final de semana que joguei e que agora participo como espectador, conselheiro e plantonista, sou recompensado com doses de rejuvenescimento. Sou privilegiado em poder desfrutar de tanta consideração”, contou Doriva, que aproveitou para falar da emoção de ter sido homenageado. “O ambiente do Clube de Pais é único e inigualável e como prêmio maior, ainda fui homenageado neste campeonato. Sinto uma grande gratidão por ser acolhido pelo grupo. A minha imagem projetada na tela, bem como as palavras do apresentador, me emocionaram fortemente. Tive que conter as lágrimas. Foi uma inesperada e maravilhosa surpresa que estará para sempre em minha memória”, destacou Doriva.

Academia, o nome escolhido para a equipe, tem fácil explicação. “O nome Academia se refere ao apelido de um time do Palmeiras do passado altamente qualificado e vencedor, décadas 60 e 70. Era uma verdadeira aula de futebol assistir aos jogos do Alviverde. Representou a Seleção Brasileira em 1965 jogando contra o Uruguai e ganhou de 3 a 0. É o time do meu coração! E também de meus filhos! E também de avós e tios originários de imigrantes italianos”, explicou o palmeirense fanático.

Conheça um pouco mais do nosso carismático homenageado Luís Sá

A equipe Os Fiéis tem como símbolo o craque Luís Sá, uma das figuras mais carismáticas do nosso Clube de Pais. Nascido e criado em São Paulo, ele chegou a Curitiba em 1985. Torcedor do Corinthians, o que explica um dos motivos do símbolo e nome do time, tem uma fé inabalável e atua em instituições que trabalham em prol do próximo, fato que reforça a escolha do nome da equipe.

Seu início no Clube de Pais foi curioso, pois ele não jogava bola. “Eu fui levado pelo João Batista, que depois foi nosso presidente, em 1990. Vim para o Colégio, por indicação dele, para trazer meu filho Leonardo para jogar bola no Scremin. E eu não era de jogar bola. Acompanhava os jogos de fora. Mas ficava assistindo e conversando com os caras. Gostava de ver o Pepe dando umas botinadas no Trovão e nos outros”, brincou Luis Sá.

Ele conto como foi a migração do lado de fora para dentro das quatro linhas. “Nos treinos do Scremin, eu conheci e fiz muitos amigos, o Tadeu e seu irmão Bruno, Arion, Falavinha pai, Betão, Toninho Cavalli e muitos outros. Mas, com muita insistência do Joany, pai do João Guilherme, comecei a participar das peladas, pois sempre fui ruim de bola. Mas acho que a insistência maior que me fez jogar foi do Leonardo, foi por ele que coloquei minha primeira chuteira. Em São Paulo, eu só jogava salão”, relembrou.

Luis Sá teve participação fundamental para o crescimento do Clube de Pais, mas não foi em um cargo da diretoria. Na época, sua simpatia e sua facilidade de falar com as pessoas foram utilizadas de forma estratégica. “Eu participava das diversas discussões. Na época, não tinha essas divisões de cargos da diretoria que tem hoje e não era organizado. Mas eu que ficava arrebanhando novos membros. As pessoas eram contadas no começo para ver se saía um campeonato. E fomos agregando amigos e crescendo. Lembro de quando entrou o professor Néris, lembro do Nenê, pai do Angelo, que até hoje vai no colégio ver os jogos”, comentou Luis Sá.

São diversas boas lembranças de momentos em campo, mas Luis só não gosta muito de recordar a época de capitão. “Fui duas vezes. Fiquei em penúltimo”. Não faltam histórias para contar e Luis faz questão de compartilhá-las com todos para reforçar o que é o Clube de Pais e o espírito que o campeonato possui. “Um fato marcante foi o depoimento de um grande amigo. Ele tinha parado de jogar e eu insisti para ele retornar para jogar com os dois filhos. Eles tinham alguns problemas de relacionamento. Esse cara voltou e um dia ele me confessou que o fato de jogar com os filhos ajudou na aproximação deles. Isso é fantástico”, contou.

Jogar em seis equipes com o filho também foi marcante. Mas um título trouxe um misto de tristeza e alegria. “A final era Internacional, meu time, contra Britânia, time do Léo. Ele fez dois gols e eles abriram vantagem, mas meu time virou e fomos campeões. Foi um misto de alegria pelo título e tristeza pelo filho. E tivemos um churrasco do time para comemorar e meu filho foi junto e parabenizou a todos pelo título, foi muito legal”, relembrou.

Luis definiu o que representa o Clube de Pais nesses quarenta anos e a homenagem recebida. “O colégio e o Clube de Pais são uma continuação de nossas famílias. A quantidade de amizades sólidas que construí aqui é motivo de orgulho pra mim. Sem contar todos os valores transmitidos por todos que convivem ali. Eu me senti muito orgulhoso e honrado com a escolha. Veio na cabeça muitos amigos que trabalharam e se esforçaram para fazer esse grupo crescer e chegar onde está. Foram muitas histórias escritas nesse campo, inclusive de fora do Clube, com o Santos de Pelé treinando nesse gramado. E com certeza, muitas ainda por vir. Foi incrível o trabalho da diretoria. Estão de parabéns. Foi muito emocionante”, concluiu Luis Sá.

Conheça um pouco mais sobre o homenageado Betão, ex-presidente e ex-goleiro do Clube de Pais

Luis Alberto Rossilho, o famoso Betão, tem uma longa e participativa história dentro do Clube de Pais. Pai de três filhos, todos estudaram no Marista e também jogaram ao seu lado, dois inclusive no mesmo ano e sendo campeões ao término da competição. Iniciou como goleiro, virou jogador de linha e foi presidente do Clube de Pais. Conhece os atalhos de dentro e de fora do campo do CP. Em sua homenagem, uma equipe da Supercopa das Estrelas ostenta o nome Betão e os Cubanos.

Ele tem orgulho de ter sido em seu mandato a construção da nossa sede. “O nosso vestiário era lá embaixo. E o Jorge Welter, nosso amigo e ex-presidente, tinha um sonho de trazer aqui para cima. Coincidiu de acontecer quando eu estava no comando. Em uma conversa com a direção do colégio, o irmão Frederico topou a ideia e falou que dava a mão de obra. Nós compramos o material. Inclusive, o Oscarzinho doou todos os tijolos. Tudo está em pé por causa dele. Nosso grupo teve coragem para fazer. Mas foi bem difícil.”, relembrou Betão.

Betão contou de onde veio a vontade de se tornar presidente do Clube de Pais. “Quis ser presidente porque uma vez briguei aqui. Meu time, que na época era o Corinthians, recebeu uma punição de cinco jogos e eu fiquei muito bravo. Fiquei tão bravo que falei que gostaria de ser presidente. Fui presidente por isso. Acredita? Mas essas polêmicas são bacanas.”, brincou.

Sua entrada no Clube de Pais foi em 1989, convidado pelo professor Scremin. “Quando cheguei, fui muito bem recebido. Deu liga com o pessoal. Tinha meus três filhos aqui comigo e fui me enturmando, fui criando gosto. E, na época, eramos nós que cortávamos a grama e pintávamos o campo. Mas gostávamos disso”, destacou.

Betão pendurou as luvas, apesar do sucesso que fazia no gol, um dos melhores da história do Clube de Pais. “Tudo está relacionado a questão da idade. Com o passar do tempo, ficou mais sofrido fazer as quedas. Chegava em casa todo dolorido e machucado. Eu brinco que parei quando tomei o milésimo gol. Hoje vejo os goleiros profissionais tomando um peru e eu falo ‘esse já tomei’. Não tem um que eu não tenha tomado. Acho que o pessoal gostava de mim, porque eu estava sempre bem fardadinho”, afirmou Betão com muito bom humor.

Um momento marcante para Betão foi jogar com os três filhos. “Isso é maravilhoso. E não só jogar, mas ser campeão ao lado deles. Em 2015, com o NY City, ao lado do Pisca, que era capitão, e do Gregório. Fomos campeões de tudo. E tem aquela máxima de quem ganha o torneio inicio não é campeão. Nós ganhamos os dois. Isso foi demais. Eu só tenho alegrias aqui”, relembrou Betão.

Para ele, o Clube de Pais é único e só quem está lá pode vivenciar momentos considerados um tanto quanto inusitados. “O que me deixa muito feliz aqui é ver que meus amigos são amigos dos meus filhos. E os amigos deles são meus amigos. E todos convivem juntos e super bem. Só quem está aqui e vive isso para saber o quanto isso é uma coisa maravilhosa”, comentou.

Betão comentou sobre a homenagem recebida. “Foi uma grande surpresa e inesperada. Fiquei muito sensibilizado. Ouvi que seria algo diferente, mas jamais pensei que fosse desse jeito, com essa homenagem. Meu nome em um time. Muito bacana. Foi fantástico. Quando chegamos em uma certa idade, você quer ser valorizado. E hoje em dia, tudo é muito difícil. As pessoas não são mais olhadas de forma diferenciada, são mais uma no meio de todos. E você receber um destaque no seu meio social, é fantástico e maravilhoso. Eu me senti dessa forma. Jamais me esquecerei”, concluiu Betão.

Com 40 anos de sala de aula, Adelino é homenageado pelo Clube de Pais

O professor Adelino Pelissari, de 66 anos, está há quatro anos longe dos gramados do Marista, mas não poderia deixar de ser homenageado na Supercopa das Estrelas. A equipe “Os Professores” representa o ex-atleta do Clube. Foram 40 anos de sala de aula, no curso de Agronomia da Universidade Federal do Paraná. E sua história no Marista começou muito antes dos gramados, veio de família.

Adelino foi aluno Marista em Maringá, assim como seus 11 irmãos. “Minha mãe sempre era homenageada como a mãe do ano. Com tantos filhos no Marista, não podia ser diferente, né?”, brincou Adelino. “Minha irmãs se tornaram professoras do Marista e comecei meu namoro, que depois virou casamento, no Marista também”, relembrou.

O vínculo com o Marista Paranaense iniciou antes mesmo do Clube de Pais. “Em 1979, eu já vinha jogar no campo e os pais já jogavam. Vim fazer um jogo contra os pais do Marista. Eu e o Jorge Welter (ex-presidente do CP) tínhamos um time da esplanada, onde eu morava aqui para baixo do colégio, e disputávamos jogos. E foi em um jogo Marista contra Esplanada que vim pela primeira vez. Ganhamos de 1 a 0 e eu fiz o gol”, contou o ex-atacante do Clube de Pais.

Sua entrada no Clube de Pais aconteceu em 1983, quando seu filho mais velho iniciou os estudos no colégio. Posteriormente, todos os seus filhos fizeram parte da instituição também. “Tinha um grupo de pais que era bem fechado. Para entrar não era muito simples, mas essa é uma característica do próprio curitibano. Comecei a jogar a minha bola e a me diferenciar. E o colégio fazia jogos fora, traziam outros times para jogar aqui e passaram a me convidar por eu jogar com uma certa desenvoltura. E com o tempo foi criada uma amizade muito intensa, que se perdurou por esses anos todos”, afirmou Adelino.

Em sua trajetória no Clube de Pais foi campeão por cinco vezes, mas destacou um momento marcante fora de campo, em 1986. “Saí para fazer meu doutorado na França e teve uma despedida de quase um mês. Teve até uma missa de despedida pra mim, aquele carinho. Viajei na segunda, no sábado fizeram uma missa no colégio, um futebol de despedida, foi muito emocionante. Uma alegria muito grande” contou o professor, que só retornou ao campeonato em 1991.

Sobre a homenagem, contou que foi uma surpresa. “Nem em sonho imaginava. Foi algo que está em outra dimensão. No dia da festa, passou o vídeo e, de repente, uma homenagem. E um time de “Professores”, com o escudo sendo minha figura estilizada, até com as cores das canetas que eu usava no bolso. Foi um momento que me eternizou. Recebi muitas homenagens como professor, muitas significativas, mas essa do colégio foi a que mais me marcou”, destacou Adelino.